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02/07/2018 14:18 esportes.r7.com

Milagres e heroísmo: como Ochoa foi o 'cara' da eliminação do México

Tentar adivinhar o esquema que Juan Carlos Osorio traria para enfrentar o Brasil era um desafio antes da partida desta segunda-feira, em Samara, mas era certo que viria uma surpresa. As tentativas de surpreender, porém, não apareceram somente no apito incial, mas sim durante toda a partida, baseadas sempre na estrela do grande Ochoa, que limitou a vitória brasileira a 'apenas' 2 a 0 e foi o herói mesmo com a eliminação.
A ideia de jogo era muito clara desde o início: pressionar o Brasil em seu campo de defesa e explorar as laterais, fosse em contra-ataques ou em jogadas mais trabalhadas a partir do campo defensivo. O plano pareceu muito bem executado, principalmente pelo lado esquerdo, onde era visível a dificuldade de Fagner.
O sufoco brasileiro durou aproximadamente 30 minutos, foi quando Osorio passou a não contar mais com seu esquema bastante ofensivo, mas apenas com a atuação de Ochoa, que dali em diante passou a ser o personagem do jogo, herói de um México que poderia ter saído de campo goleado.
A fantástica partida do goleiro mexicano teve pelo menos quatro defesas difíceis provocadas por quatro jogadores diferentes do Brasil: Neymar, Gabriel Jesus, Paulinho e Willian. Algo parecido com o que fez contra a Seleção Brasileira na Copa de 2014, quando as equipes empataram em 0 a 0 ainda pela fase de grupos daquela edição.
Sempre bem posicionado e parecendo antever o que os atacantes vão fazer, Ochoa fez um milagre, com a ponta dos dedos, ao evitar um gol de Neymar, após ótima jogada individual. Depois foi a vez de Jesus tentar explorar sua individualidade e arrematou de perna esquerda, outra vez para grande defesa do arqueiro mexicano.
Não parou por aí, na segunda etapa Ochoa voltou a montar seu paredão pessoal contra o ataque brasileiro, exceto na jogada em que Willian conseguiu tirar o cruzamento de seu alcance e deixou Neymar livre para marcar. Em seguida, o Brasil poderia ter ampliado após chute chapado de Paulinho, também defendido pelo goleiro.
Willian ainda tentou deixar a sua marca na partida em jogada individual e armando um chute fortíssimo, que novamente foi brilhantemente evitado por Ochoa. Foi a última grande intervenção do arqueiro mexicano na partida, em que ele foi diretamente o responsável por manter vivo, por mais tempo, o sonho de alcançar as quartas de final. Outra fantástica Copa de um goleiro que parece jogar bem sempre a cada quatro anos.


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