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19/06/2018 09:57 esportes.r7.com

Rodízio de pontapés em Neymar. A nova preocupação de Tite

Rostov, Rússia

Já em 2010, a diretoria do Santos preparava um relatório para mandar à CBF.

A queixa era alertar os árbitros de uma velha e conhecida prática.

O rodízio de faltas.

A vítima era Neymar. 

Oito anos depois, a mesma situação.

Tite alertou discretamente na coletiva após o jogo.

Houve um rodízio de faltas por partes dos suíços.

Eles dividiram os dez pontapés que acertaram Neymar. Behrami, Schär e o lateral Lichsteiner tomaram amarelos no camisa 10 brasileiro.

E a cruel estratégia de Vladimir Petkovic deu resultado. Ele tinha toda a razão em estar animado depois da partida. Ele conseguiu um ótimo empate contra um adversário superior. Usando o que a lei permite. Seus comandados foram no limite. Com uma pancada forte, não desleal, os árbitros não expulsam, advertem com amarelo. Foi o que aconteceu em Rostov.

Neymar estava mancando na zona mista, enquanto falava com os jornalistas, no domingo. 

"Depois que esfria, dói. Mas não é nada preocupante. Não tenho nada a declarar [sobre as faltas sofridas]. Se a arbitragem não presta atenção, é ruim para o futebol", disse, irritado, o atacante.

O médico Rodrigo Lasmar confirmou que não havia preocupação. Os pontapés haviam acertado principalmente os tornozelos. Neymar costuma jogar com uma 'bota' de bandagem, para proteger a região. De torções e pontapés.

 

Só que as botas não são infalíveis.

Ele poderia se machucar de verdade.

Mas seu futebol não foi o mesmo graças aos pontapés.

Nada impede que Óscar Ramírez, treinador da Costa Rica, faça a mesma coisa, sexta-feira, em São Petersburgo. Muito pelo contrário. É possível que ordene a distribuição de faltas. Qualquer técnico do planeta sabe o quanto o Brasil ainda depende da criatividade do jogador do PSG.

O maior exemplo desse rodízio infame aconteceu em 1966, quando Pelé foi brutalmente caçado contra Portugal. E, contundido, não pôde mais jogar a Copa do Mundo.

A saída no mundo atual, passa por Tite. Exigir que a troca de bola seja rápida. Nada de parar, chamar o adversário para o drible, como Neymar fez insistentemente contra os suíços. Mas o antídoto depende da obediência total do atacante. Ele precisa se conscientizar que pode driblar. Mas não a cada lance. E jogar coletivamente, o que não fez contra a Suíça.

Ou seja, Tite pode denunciar.

A CBF pode mandar outra carta para a Fifa.

Mas para escapar do rodízio de faltas em Neymar só um jeito.

O camisa dez ser menos individualista.

Egocêntrico com a bola nos pés.

Para o bem da Seleção.

E de sua saúde...


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